terça-feira, 6 de outubro de 2009

da auforria ao suicídio.

sim senhores(as),
se existe alguém que lê este blog, daremos tchau, de agora em diante.
o título desta postagem se reflete no fracasso de um blog que acharíamos que fosse "revolucionário" por um certo momento, mostrando opiniões em base de teorias filosóficas ou algo do gênero.
a auforria, por estarmos livres desta escravidão parcialmente tecnológica e o suicídio por destruirmos nossa própria criação.
não temos mais motivos pra continuarmos com isso funcionando.

agradecemos quem um dia nos deu atenção por alguns minutos.
saudações.

danilo f.
raphael

domingo, 24 de maio de 2009

Escravos da própria criação

Como vocês puderam ver, os textos do Raphael - embora ela tenha escrito só um, por enquanto - são bem menores que o meu, por consequência, mais encorajadores de serem lidos.
Pude perceber algumas coisas observando algumas pessoas nestas semanas. Ouvi dois meninos comentando sobre internet, a extrema necessidade de ambos para a própria sobrevivência e de acordo com eles a sobrevivência do mundo; outro dia, duas meninas comentavam sobre a necessidade da televisão e celular. O modo como eles falavam era exatamente como se a comunicação fose um deus. Comecei a analisar todas as frases, uma por uma e comecei a notar que eles não estariam considerando todos fatores possíveis pra se falar aquilo. "Sem a internet o mundo não sobrevive" - uma das frases ditas pelos meninos. Mas será mesmo que não viveríamos sem internet ou isso é uma condição que não queremos pensar? O dia que teve o problema com a internet em São Paulo sei que muitos ficaram loucos, mas outros - como eu - nem sabiam direito que a internet estava problemática. Podemos usuruir ao máximo da internet e conseguir muitas fontes de cultura - confiáveis -, mas pra balancear o caso encontramos fontes, até em maior número às vezes, de cultura inútil e mentirosa. Concordo plenamente no caso de dizer que a internet facilita muito a comunicação internacional e relativos, mas senão fosse a internet o telefone não seria bem mais utilizado? Se pensarmos de um modo, se não se usasse a internet, rádios e telefones seriam muito mais valorizados, aumentando o preço de ambos cada vez mais - de acordo com a necessidade da população.
As meninas, que antes eu havia comentado, falaram sobre a televisão: "Nossa, nem sei o que eu faria sem minha tv, sou viciada. Quando tem Big Brother, assisto todos os dias". Big Brother? Onde pessoas ficam em uma casa por determinado tempo e quem ganhar mais o gosto do povo consegue dinheiro? Onde fica o Reality Show que está enquadrado o programa? Onde eu vou viver provas daquele naipe que testam minha resistência física?Parece que não vivo na mesma sociedade que as pessoas que me rodeiam, nem ao menos no mesmo universo.
Muitos não conseguem enxergar o quão nocivo é a nossa criação se tomarmos ela como prioridade, o quão forte ela fica se nós a fortalecermos a ponto de um dia conseguir criar seu própria sistema nervoso e ter opiniões e vontades. O que nos difere de nossas criações tecnológicas é o fato de sermos integralmente orgânicos enquanto eles são composições organo-sintéticas que nós desenvolvemos. Saibamos pois controlá-los. Vá um dia ver o que o mundo te propicia sem precisar ligar sequer UM eletrônico e tente sobreviver por pelo menos doze horas.

Responsabilidade

Olá a todos. Meu nome é Raphael e a partir de hoje estarei colaborando aqui no Re-Evolução, exatamente como o Danilo havia dito no anteriormente. Como esse é o meu primeiro post, explanarei sobre a responsabilidade.

Andando pelas ruas, pude me deparar com dúzias de pessoas que dizem que suas vidas estão em um turbilhão de desgraças e que a culpa dessas tragédias estaria atribuída ao seu chefe, a sociedade, ao governo e a Deus. Mas será que eles possuem alguma culpa?

Como dizia o filosofo: "Os indivíduos deveriam assumir responsabilidades por seus atos em lugar de gastar tempo culpando a sociedade ou Deus por seus problemas." Quando nos referimos a assumir responsabilidades, estamos dizendo que cada ato que nós tomamos, por mais simples que ele seja, terá uma resposta. Jogar a culpa sobre outra pessoa significa atribuí-la a responsabilidade que é nossa, ato que nos torna fraco.

O indivíduo deve ter em mente que o mundo não é culpado por seus problemas. O único responsável por tudo que acontece em sua vida é você. Esse é o preço da existência.

Essa foi a minha primeira postagem aqui no Re-Evolução. Espero que gostem e na próxima semana: Pensamento Positivo x Pensamento Negativo.

domingo, 17 de maio de 2009

ensaio de definições

Quem lê este blog pode notar a partir de hoje que ele tem um novo membro: Raphael. Tanto ele como eu vamos tentar, de uma maneira diferente, passar o que as coisas podem ser ao nosso ver. Minha visão é um tanto parecida com a dele, mas o estilo de escrita de ambos é diferente, vocês notarão.
O título que dei a este texto refere-se ao caso de definições. Nas verdade vejo muitas pessoas falando que tal coisa pode ser ou não algo, depende muito do que ela é. Alguém pode ser feliz ou trsite pelo jeito de ela passar isso, definimos triste aquele que contém e transfere tristeza e feliz o oposto, mas seria correto falar deste modo?
A necessidade humana de tabular as coisas pelo seu modo de existir é meio defeituoso, pois podemos achar falhas no nosso próprio sistema de definir.
Afinal, o que seria definição?
De acordo com o dicionário:
De.fi.ni.ção sf 1 Ação de definir¹. 2 Explicação precisa. 3 Decisão, resolução.

¹De.fi.nir vtd 1 Dar a definição de. 2 Determinar, fixar. vpr 3 Tomar uma resolução ou partido.

Eu nem sei ao certo, definição seria basicamente o ato de diferenciar as coisas e compará-las à outras de gênero parecido. Seria homem todo ser que nascer com sistema reprodutor masculino e por consequência ter o gênero masculino, mulher definiria-se pelo oposto sistema reprodutor e por consequência pertenceria ao gênero feminino.

Dá pra se notar que o dicionário em si cria um próprio looping se não acharmos uma saída, onde a primeira definição de definição é ação de definir e a primeira definição de definir é dar definição.
Na segunda definição de definição temos a saída: explicação precisa. Seríamos nós capazes de dar uma explicação precisa se nem nós, seres humanos, sabemos tudo?
Quando Demócrito definiu o átomo ele nem ao menos imaginava que aquilo que definiu tivesse camadas onde ficariam partículas de carga negativa. Portanto definição não seria algo imutável, seria proporcionalmente variável ao conhecimento dos seres humanos.
Conseguimos então dizer que não somos tão capazes de definir precisamente o que as coisas são, mas sim que somos capazes de definir as coisas até onde conseguimos definir. O limite vai se variando através de vivência.

O outro autor deste blog me disse hoje mesmo: Não podemos acreditar que tudo que está definido, realmente é. Além de a definição poder variar de acordo com o ponto de vista, nem tudo faz parte do mesmo grupo só por simplesmente existir.
O exemplo que ele disse foi o do ser humano. Não podemos dizer que algumas pessoas são seres humanos, já que a definição filosófica disso seria a de um ser que busca a verdade por meio de uma vida virtuosa.

Se olharmos por alguns ângulos, notamos que o ser humanos a partir do momento que começa a conhecer coisas novas, dá nomes. E se não fizéssemos isso? Tudo seria a mesma coisa ou seriam diferentes, mas com o mesmo nome? - já que não existiria isso. Palavras seriam ditas ou ouvidas no nosso dia?

Definição não pode ser tão subestimada quanto pensamos, as coisas são mais complexas que pensamos e não podemos mostrar indiferença à estas verdades.

Queria que pelo menos metade das pessoas que conheço pudesse algum dia pensar nisso e deixar de levar tudo em conta como se tivéssemos um livro que consegue todas as definições atualizas por todos os pontos. Se alguém achar este livro por favor me mostra.

sábado, 16 de maio de 2009

humano existencial pt. II

Finalmente depois de algumas semanas, consegui escrever aqui de novo. Os problemas são horas, computadores incompatíveis e falta de inspiração - se bem que eu deveria pensar em como continuar o que eu comecei aqui.
Bom, voltando ao assunto e dando uma recapitulada rápida, eu falava sobre o caso de as pessoas tomarem o problema dos outros como próprios, se a sociedade fosse oposta a seu jeito emocional, fariam possíveis coisas pra tentar reverter o seu 'problema'. Eu tenho visto isto muito, bem explícito mesmo em cidades pequenas, onde algumas vezes nem você sabe se aquilo é uma sociedade de uma pequena cidade ou uma família que dominou um território. Todos falam sobre você, se você for alguém 'diferente' deles. Todos falam sobre sua família se sua cultura for oposta a deles.
Mas daí entra o principal problema: ONDE fica a liberdade unitária que Voltaire explica "Pode-se falar o que se quiser, mas cada um deve arcar com as consequências". Onde ficam os locais onde ninguém irá me incriminar por eu estar fazendo algo que vai defronte os valores deles? Onde posso eu dizer o que penso - tudo bem, existe a internet - sem os opositores me contradizerem e não saberem como argumentar porquê são contra?
A cada dia que eu quero tentar 'mudar' as coisas, seja tentando mostrar meu lado e procurar a vontade das pessoas em querer debater, vejo que as pessoas gradativamente saem de seu estado de preguiça mental e começando a dar ALGUNS motivos válidos para o debate, mas quando estamos quase lá vem o devido "Você é louco, fica com esses papos estranhos".
Acho que um pouco de filosofia na cabeça de cada um poderia ser o suficiente pra um pouco de debate - a proporcionalidade é válida.
Mas a variedade poderia ser anulada - pelo menos há a possibilidade -, ou pelo menos seriam criados grupos maiores de visão filsófica. Podem até os seres humanos de hoje em dia terem a filosofia que querem ter - é bom ressaltar que modo de levar a vida não é filosofia - e nem ao menos sabem que isso foi algum categorizada por um movimento filosófico.
Não poderia eu categorizar minha visão filosófica. Concordo com Platão e Kant - duas pessoas um tanto antagônicas. Com Nietzche e Tomás de Aquino - um diz Deus estar morto, outro é santo e por consequência faz parte da 'cúpula do Senhor'.
Mas esquecendo a filosofia de cada ser humano e olhando por um lado lógico: se todos nós temos liberdade, em algum ponto liberdades se encontram. Darei um exemplo prático:
Lá vou eu andando pela cidade, vazia, ruas e casas, e vem um cara na rua que eu estou andando, que por necessidade de dinheiro e falta de emprego, me assalta. Nada, momentaneamente falando, impede o indivíduo de sacar alguma arma, me ameaçar e por consequência levar meus pertences. Ele teve sua liberdade de poder fazer estas coisas.
Mas se eu tivesse algo pra reagir, uma arma de fogo e ao momento que ele vai embor eu disparo alguns tiros em sua direção e mato o indivíduo.
As duas liberdades se chocaram e causaram um problema. Daí eu diria que por isso as leis existem. Mas se pensarmos de um modo, as leis não são afirmações que ficam em um grande livro que ditam algumas regras e se as desrespeitarmos podemos sofrer algumas consequências. Se olharmos bem, as regras não são métodos de diminuir a faixa de liberdade que temos? E por um modo não teríamos medo de desrespeitá-las e por fim seríamos punidos?
A visão da 'justiça' pode ser comparada na famíla, a justiça como mãe e os filhos são os próprios habitantes. Existem sempre filhos que não a obedecem em contraponto dos que são eternamente - ou pelo menos quase - fiéis à obediência.

Seria meio irônico eu terminar dizendo que embora restritos temos liberdade - a colocação fica um tanto ambígua, pois assim termino:
Aproveitem o resto de suas liberdades - seja lá o que você achar que isto for -, não deixem de pensar que se você é um ser humano, você pode ser humano. E como na vida, não existem padrões, viva a sua liberdade.

domingo, 19 de abril de 2009

humano existencial pt. I e tristeza parcial

Eu acho que simplesmente música e filmes poderão passar algo simplesmente com sua essência artística pra mim. Cada vez mais que vejo filmes que têm algum intuito pra ser fabricado - além dos dólares envolvidos no lucro - percebo que esquecemos de analisar o que fazemos no mundo. As músicas parecem-me mais verdadeiras a cada vez que as ouço - sabendo que parte delas não está escrito em português e muito menos em inglês, por exemplo a que ouço agora: Sigur Rós - Fljótavík. Mesmo sendo da islândia nada me impede de procurar o que eles cantam na gigante internet e saber que não é mais uma música que eu ouço igualmente nas rádios sabendo que não tem fundamentos na sua escrita.
Não tenho muito tempo pra escrever as coisas que estou pensando inteiramente em minha cabeça. Vou sair, se der continuo em outro post, mas mesmo assim vou começar aqui:

Percebi que as pessoas começam a ter nota de outras coisas que a rodeiam a partir do momento que não estão com elas, a perda é uma das únicas ferramentas de 'recuperação da presença' já que depois que não possuímos algo faze-se questão de ter o que se perdeu no mesmo momento.
O exemplo que havia dado no primeiro post é muito válido aqui. Se ao invés de seu amigo fosse seu pai, os esforços infinitamente grandes não seriam úteis para poder trazer seu pai de volta. A morte causa uma das piores coisa na vida de uma pessoa que está próxima do que já morreu, a morte causa a impressão de tudo estar acabado, inclusive a própria vida. A tristeza gigantesca toma conta desta pessoa e seguindo a seguinte linha de pensamento, ela fica com raiva das coisas, começa a culpas as coisas, tem medo que isso aconteça com os outros, fechando-se em um universo onde cada dia uma pessoa querida por parte dela pode morrer e esta idéia de tudo ficar se acabando dia-pós-dia, cria um dos problemas que a sociedade atualmente compreende como situação/problema de atendimento imediato: a depressão.
A pessoa mostra-se infeliz diretamente e parece que não há mais humor contido no corpo nem mesmo em alma. Tudo faz-se cinza, tudo faz-se apagado.
Mas se imaginássemos que acontecesse isso com todos, ao mesmo tempo, não veríamos que pra nós, todos seriam normais? Ao mesmo tempo que todos os loucos juntos acham que um normal ao meio deles é louco e o normal acha que todos são loucos.
O que estou tentando dizer é que a diversidade de humores e demonstração de 'vida' de cada um é diferente e não podemos dizer que uma pessoa está doente por estar depressiva - tecnicamente ela está doente, mas pensemos o inverso - se uma pessoa vivesse numa sociedade inteiramente triste, onde reinasse a infelicidade, o feliz não estaria doente? E com as mesmas forças de tratamento que seria usado no depressivo seriam usados nos demasiado alegres?

A tristeza parcial que disse no título do post é sobre o caso de as pessoas terem maus dias e a felicidade não estar presente em seus atos, o rendimento desta pessoa cai - comprovado medicamente isso.
Dei o exemplo de depressão acima para você que agora lê isto ter noção de como seria sua vida se você vivesse na segunda sociedade, onde tudo é infeliz. Já tentou imaginar isso? Tentou pensar que se estas pessoas são infelizes, são - possivelmente - pessimistas?
Se você for o caso de pessoa positiva pense pelo menos alguma vez que o pessimismo é muito mais preventivo que o 'pensamento positivo', embora ambos terem lados negativos.

Sério, depois eu continuo. É mais longo que eu pensava.

sábado, 11 de abril de 2009

Slumdog millionaire

Sim, eu falarei hoje de filmes - embora não tivesse eu elencado isso aqui ao lado na enquete que eu fiz. Mas não é um filme qualquer, não é um filme onde eu assisto sabendo que vai ser um lixo, embora o fim esteja meio na cara desde os primeiros vinte minutos de rolagem.
O enredo é simples e tem poucas jogadas de esforço mental pra se entender, mas é isso que deixou o filme fabuloso. Todas pessoas que assistiram o filme e comentaram comigo foram as mesmas coisas: "Ah, aquele filme num é tão bom pra ser tão paparicado e indicado várias vezes ao oscar, muitas categorias, blá blá blá..."
Daí eu pergunto: Você teve noção que todas pessoas do elenco eram indianas, foi gravado lá e a situação financeira do filme não é igual a de um "Terminator"?
Mesmo assim parece que eles não conseguem entender e apreciar o quão belo é aquele filme - e o quão bela é a atriz que faz a personagem "Latika" (Freida Pinto).
Quando fui ao cinema - assisti-o ontem, demorei pra caramba porque o cinema daqui demora muito pra pegar os filmes da capital e eu tava meio sem tempo - eu presenciei duas coisas:
  • As pessoas não saíram do filme quando os créditos estavam passando, tem toda uma evolução de dança nos créditos e nem por isso as pessoas levantaram das poltronas, elas continuaram lá assistindo.
  • Comentários do tipo: Eu nunca pensei que um filme BRASILEIRO ia ser assim. (o acompanhante avisou-a sobre a nacionalidade do filme)
  • No final ele ... (adoro pessoas que têm o hábito saudável de contar o final.
Não tenho muito o que falar sobre o filme, adorei-o muito. A trilha sonora conseguiu me envolver mais com o filme do que o AC/DC que toca no começo de Iron Man. O desenvolver da história fez-me ficar muito mais vidrado que qualquer seriado barato da TV aberta. Minha vontade de que aquilo tudo tivesse uma continuação foi maior que qualquer outro filme.
Mesmo assim não sei o que as pessoas não viram naquele filme.

Bato palmas de pé pra atuação dos seguintes atores:
Dev Patel - Jamal K. Malik
Freida Pinto - Latika
Mathur Mittal - Salim K. Malik
Ankur Vikal - Maman

Eu fico só com estes, pois o resto do elenco foi demais também, inclusive o garoto que fez o Salim quando garoto - maldito ele, cara de safado mesmo.
Indico este filme, mas antes de assistir, APAGUEM a idéia de: mas o X me disse que esse filme é ruim, não vou gostar.
Assistam e me digam o que acharam.
obrigado.